novembro 13, 2006

Um pouco de história no Parque Guinle

Posted in Entertainment, Entrada Franca, Rio de Janeiro, RJ, Turismo às 6:20 pm por popturismo

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   Considerado pelo RioTur como uma atração turística do Rio de Janeiro, o Parque Guinle, para a visitante Marilena, 29 anos, moradora do Cosme Velho, é mais um parque como outros existentes na cidade: “Não acho que o parque é um ponto turístico. É um tipo de parque encontrado em qualquer lugar do Rio”. Para ela seria uma atração turística se tivessem animais, um zoológico, como a Quinta da Boa Vista.
   Tombado pelo seu interesse paisagístico, histórico e cultural, o Parque Guinle, localizado em Laranjeiras, na rua Gago Coutinho, é cercado pelo primeiro conjunto de prédios residenciais construído para a elite carioca. Os edifícios projetado sobre pilotis por Lucio Costa na década de 50 e influenciado pela arquitetura moderna foi um prenúncio das superquadras de Brasília. O jardim projetado pelo paisagista francês Cochet, sendo, mais tarde modificado por Burle Marx, integrava a antiga propriedade de Eduardo Guinle. Hoje conhecido como Palácio das Laranjeiras, residência oficial da governadora do Estado.
   Situado no pequeno vale do morro Nova Cintra, o parque tem uma extensa área verde, com córregos e lagos artificiais. A primeira visão que se tem dele é a do portão de ferro sustentado por duas colunas e duas estatuas de leão alado. A paz, a tranqüilidade e a segurança do lugar são convidativas. O visitante encontra uma área para as crianças, com brinquedos, como balanço,  gangorra e cama elástica.

Endereço: Rua Gago Coutinho, 66 e Rua Paulo César de Andrade, 70 e 106 – Laranjeiras

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Matéria: Débora Rolim
Fotos: Divulgação e Nathalia Bernardes 

novembro 6, 2006

Cultura no Centro do Rio

Posted in CCBB, Centro Cultural, Construções Históricas, Cultura, Entertainment, Entrada Franca, Rio de Janeiro, RJ, Turismo às 5:27 pm por popturismo

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   O Centro Cultural do Banco do Brasil, localizado na rua Primeiro de Março, 66, no centro do Rio de Janeiro, comemora os 100 anos de sua inauguração com a mostra “Cem anos de Primeiro de Março”, sobre a importância do banco na história financeira e cultural do país. O prédio erguido em 1880, tem uma bela arquitetura neoclássica. Foi sede da Associação Comercial do Rio e do Banco do Brasil, tornando-se centro cultural a partir de 1989. Para celebrar esses 17 anos de incentivo à cultura, apresenta exposição “Fé, Engenho e Arte – Aleijadinho e seu Tempo”. Além de exposições a programação do CCBB é composta por diferentes formas de expressão artísticas teatro, cinema e música. O ingresso para muitas dessas atividades é gratuito.
O CCBB, com importantes monumentos históricos, como a Candelária, o Paço Imperial, a Praça XV e o Centro Cultural dos Correios, entre outros, formam um corredor cultural, integrando o roteiro turístico da cidade e atraindo um público diversificado de estudantes, crianças, idosos, turistas estrangeiros e nacionais. Segundo o funcionário do CCBB, Marcos Melo, de 25 anos, a proximidade com esta área, o baixo valor dos ingressos e a divulgação, transformou o centro cultural em um pólo turístico. Ele acredita que a sua inauguração foi por incentivo à cultura e não com propósito turístico, pois é um bom marketing para a instituição, que ainda recebe isenção fiscal.
   O CCBB é formado por dois teatros, quatro salas para mostras, biblioteca, auditório, museus, arquivo histórico, centro educativo, salas de vídeo e cinemas. Aos domingos são exibidos filmes de graça. Todo ano apresenta uma grande exposição que dura quatro meses, além das atividades paralelas, uma verdadeira salada cultural. O estudante Silvio Telles de 24 anos, morador do Méier, foi ao CCBB pela primeira vez, adorou e pretende voltar.
   A exposição “Fé, Engenho e Arte – Aleijadinho e seu Tempo” vai até 11 de fevereiro de 2007, “Cem Anos de Primeiro de Março, 66” e termina no dia 3 de dezembro. O Odin Teatret Festival encerra sua apresentação no 28 de novembro. A programação detalhada para esses e outros eventos se encontra no site do Banco do Brasil.

R. Primeiro de Março , 66 – Centro – CEP 20010-000
Tel: (021) 3808-2020
Site:
www.bb.com.br/cultura

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 Matéria: Débora Rolim
Fotos: Divulgação

outubro 30, 2006

Museu do Folclore Edson Carneiro: Um Escondido Tesouro

Posted in Cultura, Entertainment, Entrada Franca, folclore, glória, Museu de Folclore, Museu de Folclore Edison Carneiro, Museus, Rio de Janeiro, RJ, Turismo às 5:29 pm por popturismo

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   Bumba-meu-boi, Folia de reis, Maracatu, Cavalhada, Escolas de Samba, etc. Tudo está registrado no excelente acervo que contêm 12 mil objetos, 130 mil documentos bibliográficos e cerca de 70 mil documentos audiovisuais do MFEC, Museu de Folclore Edison Carneiro, no bairro do Catete, Rio de Janeiro. Com tem entrada franca, ele está aberto a visitações de terça a sexta-feira, de 11 às 18h e aos sábados, domingos e feriados, de 15 às 18h. Visitar este museu é como fazer uma viagem ao interior do país, conhecer meios antigos de produção e um pouco da diversidade cultural.
   Os trabalhos são surpreendentes. Os artistas exploram técnicas de seu dia-a-dia como a fabricação de farinha, de cachaça, rapadura, de vinhos, queijos, trançados (pesca e renda) e criação de gados. Tudo é reproduzido com grande riqueza de detalhes, as miniaturas são feitas em barro, algumas com movimentos, e há reproduções em tamanho real com maquinários já desativados.
   Nos trabalhos feitos à barro há obras de grandes escultores desconhecidos do grande público, mas que muito contribuíram para a cultura nacional, como Nhô Caboclo, GTO, Louco, Benedito e outros mais. São obras dos mais distantes cantos do país, como Maragogipinho-BA, Apiaí-SP e Buritizeiro – MG. Uma verdadeira salada cultural temperada com uma trilha sonora folclórica que toca no interior do museu.
   Além de obras em barro, o museu aborda festas populares como o Maracatu, o Carnaval Carioca, a Cavalhada, a Roda de Cururu, os Clóvis, a Roda de Orixás, o Bumba-meu-boi e a Folia de reis. Todas com fantasias e fotos das festas. Religiões são apresentadas com imagens de santos e protetores tanto no Catolicismo, no Umbanda ou no Candomblé.
   Certamente é um tesouro escondido do restante do mundo. Ao contrário dos outros pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro, poucos são os turistas que conhecem o MFEC. Três grandes andares de pura cultura na Zona sul carioca sem nenhuma divulgação.
   O museu apresenta uma pequena exposição temporária do artista Manoel Silvio A. Fonseca, o Seu Silvio, que expõe vasos, imagens e têm algumas peças a venda nos mais variados preços. A exposição temporária permanece até 12 de novembro.

Endereço: Rua do Catete, 179 – Catete – CEP 22220-000
Tel: (21) 2285 0441 r. 204 e 206
Fax: ramal 210
Site:
www.museudofolclore.com.br

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Matéria: Osmar Galvão
Fotos: Nathalia Bernardes

outubro 23, 2006

Viagem de bonde por Santa Teresa

Posted in bonde, Entertainment, Lapa, Rio de Janeiro, RJ, Santa Teresa, Turismo às 5:38 pm por popturismo

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   Aristides Gonzaga, 74 anos, morador de Santa Catarina, faz turismo na cidade do Rio de Janeiro. Engana-se quem achou que ele estaria visitando o Pão de Açúcar, o Corcovado ou as belas areias de Copacabana. “Não posso vir ao Rio e não conhecer o único bonde em funcionamento do Brasil”, disse. O bonde de Santa Teresa, muito conhecido por mostrar ângulos diferentes da cidade do Rio de Janeiro, é um dos pontos preferidos deste senhor e de outros milhares de turistas que visitam a Cidade Maravilhosa.
   Curiosamente ele não tem como principal função ser uma opção turística e sim uma saída para moradores de Santa Teresa como transporte coletivo. Segundo o guia e maquinista Wanderson da Costa, que trabalha há 10 anos no bonde, nos horários de pico o grande fluxo de passageiros é formado por trabalhadores voltando ou saindo do bairro. Os turistas costumam freqüentar às 11 horas e às 16 horas.
   São vários os horários de partida, de 15 em 15 minutos, com duas viagens especiais para turistas. Elas contam com um guia e têm uma hora de duração, mas acontecem somente em dois horários: 10 e 14 horas. Quanto ao preço não há o que se queixar. São apenas R$ 0,60 e quem for em pé não paga passagem.
   Mesmo com toda a sua beleza, com preço acessível e em vários horários, o bonde não é visitado por cariocas. O maquinista Wanderson tenta esclarecer:
   – A maioria dos cariocas não conhece o lado turístico do “bondinho”, que proporciona uma vista diferente do Rio. Os cariocas não têm os olhos voltados para a beleza local, só dão valor a lugares já consagrados e, ao contrário de cidades do mundo inteiro, o centro fica vazio durante os fins de semana – explica.
   Já para o estudante e morador da Zona Norte, Luiz Felipe, 19 anos, que usa o bonde como transporte coletivo e só fez o passeio turístico uma vez, “o que afasta o carioca do ‘bondinho’ é a falta de segurança e os sucessivos imprevistos durante as viagens”, reclama. Durante a entrevista, um cabo arrebentou e o bonde ficou parado por seis minutos.
   Poucas são as dificuldades para se chegar a ele, a falta de sinalização é uma delas, mas muitos são os aspectos positivos que nos levam a visitar, como: a proximidade do centro, a segurança, a bela vista proporcionada pelo passeio, o pouco tempo de espera (cerca de 8 minutos) e o baixo custo.
   Os moradores têm poucas reclamações a respeito dos turistas e muitos elogios, pois visitantes têm proporcionado grande aumento na economia do bairro, sendo que este oferece vários restaurantes, bares e lojas de lembranças da cidade. “Se o bonde de Santa Teresa fosse mais divulgado fora e dentro do Rio, com certeza seria o ponto mais visitado por todo o tipo de turistas”, afirma Aristides.

Endereço: Estação de Bondes – ao lado do Aqueduto da Carioca, na Rua Lélio Gama (próximo à sede da Petrobrás).
Tel: (21) 2240-5709

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Matéria: Osmar Galvão
Fotos: Nathalia Bernardes

Museu da Chácara do Céu – Cultura Acessível

Posted in Cultura, Dalí, debret, Di Cavalcanti, Entertainment, Guignard, Iberê Camargo, Matisse, Miró, Museu, Museus, Museus Castro Maya, Picasso, Rio de Janeiro, RJ, Santa Teresa, Turismo às 5:05 pm por popturismo

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   O museu da Chácara do Céu, localizado no bairro de Santa Teresa, é um passeio cultural barato e que sai dos roteiros turísticos tradicionais. Com menos de R$ 5,00 o turista o visita e passa por belas paisagens proporcionadas pela vista privilegiada do bairro de Santa Teresa. A melhor maneira de chegar é através do bonde, cuja passagem custa só R$ 0,60, saltando na estação Curvelo. O passeio pelas ruas do bairro é uma atração à parte. A entrada do museu custa R$ 2,00, têm direito à gratuidade menores de 12 anos, maiores de 65 anos, grupos escolares, professores e guias turísticos em serviço, membros do ICOM e da Associação dos Amigos do Museu.
   Segundo o funcionário do IPHAN Manoel Martins, 40 anos, há 22 trabalhando na Chácara do Céu e morador de Santa Teresa, a importância do lugar para a cidade está em seu acervo.  Artistas estrangeiros consagrados como Matisse, Picasso, Dalí, Miró, viajantes estrangeiros do século XIX e brasileiros como Guignard, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Antônio Bandeira, além do maior conjunto público de obras de Portinari, fazem parte da exposição permanente. Apesar da representatividade e da beleza, o lugar é pouco conhecido entre os cariocas. O museu é visitado principalmente por turistas estrangeiros, como explica Manoel: “O que afasta o carioca são a preguiça e a falta de divulgação”.
   A casa de Santa Teresa, herança de família, era a antiga residência de Castro Maya, industrial e colecionador de artes que em 1963 criou a Fundação Raymundo di Ottoni Castro Maya. Integrada pelo Museu do Açude e o Museu da Chácara do Céu, hoje adquiridos pela União, faz parte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A construção atual da Chácara do Céu  foi projetada em 1954 pelo arquiteto Wladimir Alves e seu caráter original de residência foi preservado, mantendo a sala de jantar e a biblioteca. Os outros espaços são reservados para exposições temporárias do acervo.
   O museu expõe de 10 de outubro de 2006 a 26 de fevereiro de 2007 “Société des Amis de L´Eau-Forte. Uma coleção de pai para filho”, uma  reunião de obras pertencentes à coleção iniciada pelo pai de Castro Maya. E também “Caderno de Viagem de Debret”, de 19 de outubro a 04 de dezembro, os estudos e aquarela pertencentes ao acervo dos museus Castro Maya.
   O museu Chácara do Céu fica na Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa ao lado do Parque das Ruínas. O acesso é facilitado pela sinalização ao longo do caminho.

Endereço: Rua Murtinho Nobre, 93 – Santa Teresa – CEP 20241-050
Tel/Fax: (21) 2224 8981 – 2507 1932
Site: www.museuscastromaya.com.br

E-mail: chacara@museuscastromaya.com.br

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Matéria: Debora Rolim
Fotos: Nathalia Bernardes